CAVEIRA - Cena Espírita/Quebranto

fotografia de Pedro Alfacinha, retirada do myspace da banda
O regresso da Sonoridade Crítica, um regresso que se deseja lesto e expedito, faz-se ao som dos portugueses CAVEIRA e dos seus mais recentes CD-R, Cena Espírita e Quebranto.
Como é desejável em qualquer caso, para não enodar o prazer de saborear novas sonoridades, a audição quis-se limpa de conhecimentos anteriores, do zumbir de críticas e do deslizar evaporante de comentários mais ou menos obscuros espalhados pelo rasteiro mundo electrónico. E dessa audição, que veredicto?
Poder-se-á dizer que ouvir estes sons é como analisar a fundo um modelo clástico que representasse as sonoridades actuais que vingam numa franja alargada do que comummente se entende por música, e que especam essa mesma música sem se limitarem a ser bagaço fácil numa cada vez mais industrializada gestão artística. Mas se as sonoridades em si são um espeque, um esteio viril do planalto sonoro hodierno, sê-lo-á também o uso que delas fazem os CAVEIRA?
Para ser franco, a audição repetida deste trabalho, forte e roaz, levanta problemas. A espaços lembrou-me de certa forma uma clavina (em dupla acepção, pelo tonitruar acutilante que a banda traz, mas também pelo contrair físico que se espalha ao longo da duração das suas faixas) auditiva.
No fundo, após diversas audições, uma sensação clara começa a manifestar-se, como que em círculos concêntricos, de raio minguante, apontando a um cerne específico no total e pleno centro do conhecimento crítico: mais do que um popa, estes CAVEIRA ficam-se por ser uma alvéloa.
E é pena, pois claramente poderia não ser assim.











